Um terço de tudo o que os brasileiros declaram de patrimônio à Receita Federal está em imóveis. São R$ 6,6 trilhões em casas, apartamentos e terrenos — o maior item das declarações do Imposto de Renda, à frente de participações em empresas, aplicações financeiras, veículos, dinheiro em conta e até criptomoedas.
O levantamento é do Atlas, a partir das tabelas dos Grandes Números do IRPF da Receita Federal, referentes aos rendimentos de 2024. Os números mostram um país cujo patrimônio continua, literalmente, de pé em tijolo.
O que os números mostram
Foram 41,6 milhões de declarantes, com patrimônio médio de R$ 465 mil. No ranking dos bens, os imóveis lideram com folga: R$ 6,6 trilhões, seguidos por participações societárias (R$ 3,3 trilhões) e aplicações financeiras (R$ 3,2 trilhões). O restante se divide entre veículos, saldos em conta-corrente e poupança, joias e obras de arte, criptoativos e outros bens.
Em outras palavras: para cada real declarado em participações em empresas ou em investimentos e fundos, há dois em imóveis. A “casa própria” — ou o apartamento, o terreno, o imóvel de renda — segue sendo a espinha dorsal do patrimônio das famílias brasileiras que declaram Imposto de Renda.
Por que o tijolo pesa tanto
O fenômeno não é só cultural. O mercado imobiliário brasileiro combina características que poucos ativos oferecem juntas: utilidade real (dá para morar ou alugar), financiamento de longo prazo com taxas que já estiveram entre as menores da história, potencial de valorização no longo prazo e a sensação concreta de segurança que o papel — físico ou digital — não transmite.
Há ainda um efeito geracional: imóveis são a forma mais comum de transmissão de patrimônio entre famílias, o que renova a preferência a cada geração.
Um detalhe que subestima os imóveis
Vale um adendo técnico: na declaração, os bens entram pelo custo histórico de aquisição, não pelo valor de mercado atual. Como imóveis costumam ficar décadas nas mesmas mãos, o número oficial tende a subestimar — e muito — quanto esse patrimônio vale hoje. O tijolo declarado a R$ 200 mil em 2010 pode valer muito mais no mercado de 2026.
O que isso significa para Porto Alegre
Nacionalmente ou localmente, a lógica é a mesma: imóvel bem localizado é o ativo que une moradia e investimento. Em Porto Alegre, bairros consolidados como Petrópolis, Boa Vista e Passo d’Areia seguem atraindo quem quer morar bem e valorizar o patrimônio — e lançamentos como o AWA Wellness Home mostram que o mercado de lançamentos da Zona Sul segue ativo.
Se a ideia é fazer como um terço dos brasileiros — colocar o patrimônio em imóveis —, o primeiro passo é conhecer o mercado. Navegue pelo catálogo da Conectchê e encontre o imóvel certo para o seu momento.
Fonte: Atlas — “Quem sustenta o Imposto de Renda”, com dados dos Grandes Números do IRPF da Receita Federal (ano-calendário 2024).
