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Selic a 13,75%: o que a queda dos juros muda para quem quer comprar imóvel em Porto Alegre

Na quarta-feira, 16 de setembro, o Copom cortou a taxa Selic pela quinta vez consecutiva em 2026. A taxa básica de juros do Brasil agora está em 13,75% ao ano, o menor patamar em um ano e meio. Para quem acompanha o mercado imobiliário de Porto Alegre, a pergunta que importa é uma só: o que essa queda muda na prática para quem quer comprar — ou investir em — um imóvel? Neste post, a Conectchê resume os números e o que eles significam para a sua decisão.

O que o Copom decidiu em setembro

Na reunião de 15 e 16 de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, em decisão unânime. Foi o quinto corte seguido do ciclo iniciado em março: desde então, a taxa caiu de 15% para 13,75%.

O espaço para o corte veio da inflação. O IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto e acumula alta de 4,22% em 12 meses — ainda acima da meta de 3%, mas em clara trajetória de desaceleração. Ainda restam duas reuniões do Copom em 2026, nos dias 3 e 4 de novembro e 8 e 9 de dezembro.

E o financiamento imobiliário, já ficou mais barato?

Aqui mora um detalhe que pouca gente comenta: as taxas de financiamento imobiliário não acompanham a Selic ponto a ponto. A maior parte do crédito habitacional vem da poupança (SBPE), e não do CDI — por isso as linhas do SFH já operam entre 10,5% e 12% ao ano mais a TR, patamar até inferior à própria Selic.

O que muda com o ciclo de queda é a direção. Com cada corte, os bancos reduzem os spreads gradualmente e o crédito fica mais disponível. O Boletim Focus projeta a Selic encerrando 2026 em 13,75% e caindo para 12% ao fim de 2027 — ou seja, o alívio deve continuar, mas em ritmo gradual.

A conta de Porto Alegre: financiar ou continuar alugando?

O dado local ajuda a responder. Segundo o Índice FipeZAP, o aluguel residencial em Porto Alegre subiu 10,03% em 12 meses — superando com folga a inflação do período. Com os juros elevados, parte das famílias adia a compra e segue na locação, o que mantém a demanda pressionada e os preços de aluguel em alta em bairros consolidados como Petrópolis e Bela Vista.

À medida que o ciclo de queda avança, a parcela do financiamento vai se aproximando do valor de um aluguel. E existe uma diferença fundamental: o aluguel é um custo puro; a parcela do financiamento é investimento no próprio patrimônio.

O mercado já está reagindo

Os números do setor mostram que a demanda reprimida já começou a se mover:

  • A Abecip projeta um recorde de R$ 411 bilhões em crédito imobiliário em 2026, alta de 25% sobre 2025. Só em julho, as concessões com recursos da poupança somaram R$ 21 bilhões, crescimento de 76,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
  • O teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões — mais imóveis de médio e alto padrão agora têm acesso a juros limitados a 12% ao ano e ao uso do FGTS na entrada, na amortização ou nas parcelas.
  • Em Porto Alegre, a intenção de compra de imóveis atingiu o maior nível desde o início da medição, em 2024.

Vale a pena esperar cair mais?

Parte dos economistas avalia que o ciclo de cortes pode pausar ainda em 2026 — os preços de serviços seguem resilientes e o cenário externo, incerto. Não há garantia de novas quedas relevantes no curto prazo.

Por isso, a resposta honesta é: depende do seu momento. Se você encontrou o imóvel certo e a parcela cabe no orçamento, esperar a “certeza” pode significar encontrar preços mais altos depois. E existe um caminho intermediário: financiar agora e pedir portabilidade caso as taxas caiam mais no futuro.

Como a Conectchê pode ajudar

Quer entender o que a queda da Selic muda para o seu caso? A equipe da Conectchê simula seu financiamento, compara as condições dos bancos e ajuda a encontrar o imóvel certo nos bairros que mais valorizam em Porto Alegre — de Boa Vista a Petrópolis. Explore os imóveis à venda em Porto Alegre ou fale com um de nossos consultores.

Fontes